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EDUCAÇÃO E CULTURA
Americana ministra aulas sobre Gênero e Sexualidade na Kolping
Nas comunidades Kolping, Yadira Sánchez-Esparza está trabalhando com mulheres de vários perfis e idades, mas ela percebe que as mulheres são tímidas e têm medo de falar abertamente e em público sobre esses assuntos. “Percebo as mais novas são mais reservadas e não querem compartilhar coisas sobre as suas sexualidades, já as mais velhas falam um pouco mais vão mais para escutar”, explica.
Marcio Demari Florianópolis - SC
Postada em 01/07/2019 ás 14h58 - atualizada em 01/07/2019 ás 18h04
Americana ministra aulas sobre Gênero e Sexualidade na Kolping

Yadira Sánchez-Esparza

Mulheres atendidas pelas comunidades Kolping São Benedito, em Santa Luzia; Padre Teodoro Vila Belém, localizada no bairro São Salvador, em Belo Horizonte e Nossa Senhora do Carmo, do bairro Santinho, em Ribeirão das Neves (MG), estão tendo aulas sobre Gênero e Sexualidade com Yadira Sánchez-Esparza, uma americana que estuda Relações Internacionais em seu País e em seu curso há um recorte sobre o assunto abordado. Ela participa de um programa que oferece uma Bolsa de Estudos para trabalhar com mulheres em outros países e chegou ao Brasil no dia 26 de maio e vai embora dia 27 de julho. 


Ela trabalha, de forma voluntária, com mulheres em ONGs de diversos países.   “Falar de gênero é sempre muito importante sempre, não importa onde mora no mundo. O que eu estou fazendo aqui é similar ao que eu faço em meu País e já fiz em vários outros”, explica Yadira Sánchez-Esparza. Nas aulas são abordados temas como machismo, comunidades LGBT e diversos outros assuntos ligados ao tema principal. A americana conta que estava procurando um ONG que trabalha com mulheres em Belo Horizonte e não encontrava, pois existem poucas e por isso ficou muito feliz por ter encontrado a Kolping, que já realiza um bom trabalho com mulheres e deu abertura para que ela realize seu trabalho sem nenhuma restrição.  


Nas comunidades Kolping, Yadira Sánchez-Esparza está trabalhando com mulheres de vários perfis e idades, mas ela percebe que as mulheres são tímidas e têm medo de falar abertamente e em público sobre esses assuntos.  “Percebo as mais novas são mais reservadas e não querem compartilhar coisas sobre as suas sexualidades, já as mais velhas falam um pouco mais vão mais para escutar”, explica. 


Para a americana, um dos fatores da falta de abertura em falar sobre o assunto, está no fato de que no Brasil não há uma disciplina sobre sexualidade, gênero e machismo nas escolas. “Não é na família que esse assunto tem que ser abordado. Na família existem pessoas machistas e as mulheres não encontram espaço para abordar esse tema, de forma correta. Esse é um assunto técnico e deve ser abordado na escola ou em outros espaços. ´Senti falta desses espaços no Brasil”, completa. 


Ela faz questão de ressaltar, as características mais importantes que ela perceber nas mulheres que estão participando das aulas. “São muito inteligentes e tem personalidade. Eu tenho muita sorte de conhecer essas mulheres e por conhecer um pouco mais sobre a cultura delas”, acrescenta. 


 


Para finalizar Yadira Sánchez-Esparza comenta que a as comunidades são lugares lindos, maravilhosos, amigáveis e ótimos para trabalhar. “Todas as unidades que conheci são diferentes, mas a espiritualidade, o sentido de comunidade é sentido na convivência das pessoas. Eu trabalho com diversas ONGs no mundo, e em muitas não há sentimento, mas na Kolping é diferente, as pessoas que trabalham lá têm um coração muito grande. Se eu puder, eu vou voltar, outras vezes, isso não depende somente de mim. Mas se conseguir eu quero voltar”, finaliza.


Assessoria de imprensa:
Sandra Mara / (31) 99689-0833


 

FONTE: Assessoria
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Alessandro Belo Horizonte - MG 04/07/2019

Belo trabalho. Importantíssima promover reflexões sobre gênero e sexualidade, independente da idade. Parabéns Yadira. Parabéns Kolping

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