Quinta, 05 de Agosto de 2021
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Internacional Milano Fashion Week

Semana de Moda de Milão aconteceu em setembro e data coincidiu com desfiles em Paris – Por Mônica Matarazzo

Considerado um sinal de esperança para a indústria e para o país, o evento foi programado para acontecer de 22 a 28 de setembro, com mais de 50 apresentações, sendo que 28 delas foram presenciais e o restante virtualmente.

04/10/2020 11h41 Atualizada há 10 meses
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Por: Marcio Demari Fonte: Assessoria / Escritório Digital
 Mônica Matarazzo / Semana de Moda de Milão / Italy
Mônica Matarazzo / Semana de Moda de Milão / Italy

Durante a semana de moda de Milão no começo do ano, quando as marcas estavam apresentando suas coleções de inverno, Armani resolveu transmitir seu show digitalmente por conta do risco de contaminação com o Coronavírus, que estava se alastrando pelo globo. Cinco meses depois, estamos chegando perto da nova temporada de desfiles, em setembro, com poucas certezas e inúmeros questionamentos.

 

Ao longo dos últimos meses, as marcas de moda vêm experimentando novas maneiras de apresentar suas criações. Os desfiles de alta-costura, resort e coleções masculinas tiveram os mais variados formatos: pequenos vídeos como na Chanel; documentários que mostraram da concepção de uma coleção ao desfile em si, como na Margiela; apresentações lúdicas transmitidas digitalmente, como na Valentino; caixas sensoriais, como fez J.W. Anderson; ou, mais recente, com desfiles presenciais (tomando as medidas de segurança necessárias) transmitidos ao vivo, como na Jacquemus.

 

Em Nova York, foi programada para acontecer uma semana de moda mais condensada de 14 a 16 de setembro. A maioria dos grandes designers não estavam no lineup e os que permaneceram produziram um conteúdo digital. Se compararmos a capital da moda americana à italiana podemos inclusive ver um reflexo do fracasso dos EUA em conter a contaminação da covid-19 – diferentemente de Milão, que contou com os pesos pesados, como Prada e Fendi, Nova York não teve nenhum nome que chamasse a atenção. 

 

A questão é que nada disso importaria se fosse uma temporada isoladamente mais fraca, como um reflexo da pandemia. Na realidade, a semana de moda de Nova York já vem passando por dificuldade há algumas temporadas.

 

Paris e Londres se manifestaram com detalhes sobre o formato de seus desfiles, mas que, aconteceram, inclusive, presencialmente. A Fédération de la Haute Couture anunciou, em junho passado, que a próxima semana de moda parisiense aconteceria fisicamente, entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro – porém com um complemento digital. “O evento cumpriu as recomendações das autoridades públicas", afirmou a Fédération. O que mostra que é fato que apresentações digitais vieram para ficar, mas como um a mais e não substituindo os desfiles físicos que ainda são tão importantes.

 

Milão, por enquanto, é a capital da moda que mais se aproxima de um formato de semana de desfiles mais próxima do que já estamos acostumados. Ele ocorreu de 22 a 28 de setembro, combinando eventos digitais com uma série de desfiles físicos. Foram 28 marcas confirmadas para apresentar suas coleções presencialmente, entre elas Fendi, a primeira grande grife a desfilar, Dolce & Gabbana, Salvatore Ferragamo e Prada, uma das mais esperadas por causa da grande estreia de Raf Simons, como co-diretor criativo. Missoni e Dsquared2 são dois exemplos que decidiram por realizar iniciativas digitais. 

 

A Gucci ficou fora da semana de moda milanesa, depois de anunciar que só faria dois desfiles por ano, como explicou o diretor criativo Alessandro Michele. É importante que, cada empresa e estilista entenda o que é necessário e adequado para a sua marca e narrativa. 



Para a Camera Nazionale Della Moda Italiana, órgão regulador da moda da Itália, é importante que cada empresa e estilista entenda o que é necessário e adequado para a sua marca e narrativa. No dia 27 aconteceu também uma apresentação com coleções dos graduados das escolas de moda italianas. “Voltamos aos negócios começando com jovens talentos, que nos encheu de esperança de olhar para o futuro”, observou Carlo Capasa, presidente da CNMI. 

 

Considerado um sinal de esperança para a indústria e para o país, o evento foi programado para acontecer de 22 a 28 de setembro, com mais de 50 apresentações, sendo que 28 delas foram presenciais e o restante virtualmente. 

 

O esquema seguiu o mesmo da Fashion Week de Paris em um esquema misto – presencial e virtual – e ainda a coincidência de datas, já que os desfiles na capital francesa aconteceram de 28 de setembro a 6 de outubro.

 

Os fashionistas tiveram que se dividir neste dia 28 para saber onde estariam e quem iriam assistir.

 

Mônica Matarazzo

@monicasantanamatarazzo

Seriate / Italy

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